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Vários modos por que, sem ser liberal, um católico pode não obstante tornar-se cúmplice do liberalismo

24/04/2012 por Rodrigo Cassio Rodrigues

Extraído do blog SPES

.

Dom Felix Sardá y Salvany 

 .
Há vários modos pelos quais um católico, sem ser precisamente liberal, pode tornar-se cúmplice do Liberalismo. E é este um ponto mais prático ainda que o anterior e acerca do qual deve estar muito ilustrada e prevenida a consciência do fiel cristão nestes tempos.
É certo que há pecados de que nos tornamos réus, digamos assim, não por [verdadeiro e direto cometimento] deles, senão por cumplicidade ou convivência com seus autores, sendo de tal natureza esta cumplicidade que chega muitas vezes a igualar em gravidade a ação pecaminosa diretamente cometida. Pode, pois, e deve aplicar-se ao pecado do Liberalismo quanto sobre este ponto da cumplicidade ensinam os tratadistas de Teologia moral.
O nosso objeto não é outro que deixar apontados aqui brevemente os principais modos pelos quais acerca do Liberalismo se costuma contrair hoje em dia esta cumplicidade.
1.° Filiando-se formalmente num partido liberal. É a cumplicidade maior que pode dar-nos nesta matéria, e mal se distingue da ação direta a que se refere. Muitos há que, em seu claro juízo, veem toda a falsidade da doutrina do Liberalismo e conhecem seus sinistros propósitos e abominam sua detestável história. Mas, ou por tradição de família, ou por hereditários rancores, ou por esperanças de vantagens pessoais, ou por consideração a favores recebidos, ou por temor de danos que lhes possam sobrevir, ou por qualquer outra coisa, aceitam um posto no partido que sustenta tais doutrinas e abriga tais propósitos, e permitem os contem publicamente entre seus adeptos, honrando-se com o seu apelido o trabalhando debaixo da sua bandeira. Estes infelizes são os primeiros cúmplices, os grandes cúmplices de todas as iniquidades do seu partido; e também, sem conhecê-las minuciosamente, são verdadeiros coautores delas se participam de sua imensa responsabilidade. Assim, temos visto em nossa pátria homens muito de bem, excelentes pais de família, honrados comerciantes ou artistas, figurar em partidos que têm em seu programa usurpações e rapinas, que nenhuma honradez humana pode justificar. São, pois, responsáveis diante de Deus por estes atentados, como o tal partido que os cometeu, sempre que esse partido os considere não como fato acidental, mas como lógico procedimento seu. A honradez de tais sujeitos só serve para tornar mais grave esta cumplicidade; porque é claro que, se um partido mau se não compusera senão de malvados, não haveria grande motivo para temê-la. O horrível é o prestígio que a um partido mau dão as pessoas relativamente boas, que o honram e recomendam, figurando em suas fileiras.
2.° Da mesma forma, sem estarem formalmente filiados num partido liberal, antes fazendo protestação pública de não pertencer a ele, contraem também cumplicidade liberal os que manifestam por ele simpatias públicas, elogiando seus personagens, defendendo ou desculpando seus periódicos, tomando parte em seus festejos. A razão é evidente. O homem, sobretudo, se vale alguma coisa por seus talentos ou posição, faz muito em favor de qualquer ideia só com mostrar-se em relações mais ou menos benévolas com seu fautores. Dá mais com o obséquio de seu prestígio pessoal do que se desse dinheiro, armas ou qualquer outro auxílio material. Assim, por exemplo, honrar um católico, sobretudo se é sacerdote, um periódico liberal com a sua colaboração, é manifestamente favorecê-lo com o prestígio da sua firma, ainda que com ela se não defenda a parte má do periódico, ainda que discorde nesta parte má. Dir-se-á talvez que com escrever ali se logra fazer ouvir a voz do bem por muitos que em outro periódico a não escutariam. É verdade, porém também a firma do homem bom serve ali para abonar tal periódico a vista dos leitores pouco hábeis em distinguir as doutrinas de um redator das do seu vizinho: e assim, o que se pretendia fosse contrapeso ou compensação do mal, se converte para a generalidade em efetiva recomendação dele. Mil vezes o tenho ouvido: “É mau tal periódico? Pois não escreve nele F. ..?” Assim discorre o vulgo, e vulgo somos quase a totalidade do gênero humano. Por desgraça é frequentíssima em nossos dias esta cumplicidade.
3.° Comete-se verdadeira cumplicidade votando em candidatos liberais, ainda que não se votem por serem tais, mas pelas opiniões econômicas ou administrativas, etc., daquele deputado. Por mais que numa questão destas possa tal deputado estar conforme com o catolicismo, é evidente que nas outras questões há de falar e votar segundo o critério herético, e tornar-se-á cúmplice de suas heresias o que o colocou na posição de escandalizar com elas o país.
4.° É cumplicidade subscrever para o periódico liberal, ou recomendá-lo no periódico são pelo falso pretexto de camaradagem, ou lamentar por motivos análogos de falsa cortesia seu desaparecimento ou suspensão. Ser assinante de um periódico liberal é dar dinheiro para fomentar o Liberalismo; mais ainda, é ocasionar que outro incauto se decida a lê-lo, vendo que vós o assinais; é além disto propinar à família e aos amigos da casa uma leitura mais ou menos envenenada. Quantos periódicos maus deveram desistir da sua ruim e maléfica propaganda se os não apoiassem certos assinantes simplórios! O mesmo diremos da frase de gaveta entre os [periodiqueiros]: nosso estimado colega, ou esta outra, de desejar-lhe bom número de assinaturas, ou a mais comum —sentimos a perda do nosso colega, tratando-se do aparecimento ou desaparecimento de um periódico liberal. Não deve haver estes compadrios entre soldados de tão oposta bandeira, como são a de Deus e a de Satanás. Ao cessar ou ser suspendido um periódico destes devem dar-se graças a Deus por ter Sua Divina Majestade um inimigo de menos; ao anunciar-se sua aparição deve, não saudar-se, mas lamentá-la como uma calamidade.
5.° É cumplicidade administrar, imprimir, vender, distribuir, anunciar ou subvencionar tais periódicos ou livros ainda que seja fazendo-o ao mesmo tempo, com os bons, por mera profissão industrial ou como meio material de ganhar o sustento diário.
6.° É cumplicidade dos pais de família, diretores espirituais, donos de estabelecimentos, catedráticos e mestres calar quando são perguntados sobre estas coisas; ou simplesmente não as explicar quando têm obrigação, para ilustrar as consciências de seus subordinados.
7.° É cumplicidade às vezes ocultar a convicção própria boa, dando lugar à suspeita de a ter má. Não se esqueça que há mil ocasiões em que é obrigação do cristão dar público testemunho da verdade, mesmo sem ser formalmente exigido.
8.° É cumplicidade comprar propriedades sagradas ou de beneficência, sem o beneplácito da Igreja, ainda que as ponha em hasta pública a lei da desamortização, a não ser que se comprem para as restituir a sou legítimo dono. É cumplicidade remir foros eclesiásticos sem permissão do verdadeiro senhor deles, ainda que se apresente muito lucrativa a operação. É cumplicidade intervir como agente em tais compras e vendas, publicar os anúncios de vendas públicas, praticar corretagens. Todos estes atos trazem, além disto, consigo, a obrigação de restituir na proporção do que com eles se contribuiu para a iníqua espoliação.
9.° É de algum modo cumplicidade prestar a própria casa para atos liberais, ou alugá-la para eles, como por exemplo, para cassinos patrióticos, escolas leigas, clubes, redações de periódicos liberais, etc.
10.° É cumplicidade celebrar festas cívicas ou religiosas por atos notoriamente liberais ou revolucionários; assistir voluntariamente às ditas festas; celebrar exéquias patrióticas, que tem mais de significação revolucionária que de sufrágios cristãos; pronunciar discursos fúnebres em elogio de defuntos notoriamente liberais; adornar com coroas e fitas os seus sepulcros, etc., etc. Quantos incautos hão fraquejado em sua fé por estas causas!
Fazemos estas indicações compreendendo só o mais geral nesta matéria. A cumplicidade pode serde variedade infinita, como os atos da vida do homem, que por infinitos são inclassificáveis. Grave é a doutrina que em alguns pontos temos assentado; porém, se é certa a Teologia moral aplicada a outros erros e crimes, sê-lo-á menos com respeito ao que nos ocupa nesta ocasião?
 .
[Fonte: Dom Felix Sardá y Salvany. O Liberalismo é pecado. Companhia Editora Panorama, 1949, pág. 63-67.]

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    “Não há salvação fora da
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    “. (São Cipriano)


    Credo de Santo Atanásio (séc. IV), oficial da Igreja
    Católica: “Todo aquele queira se salvar, antes de tudo é preciso que
    mantenha a fé católica; e aquele que não a guardar íntegra e inviolada, sem
    dúvida perecerá para sempre (…) está é a fé católica e aquele que não crer
    fiel e firmemente, não poderá se salvar
    “.


    Papa Inocêncio III: “De coração cremos e com a boca confessamos
    uma só Igreja, que não de hereges, só a Santa, Romana, Católica e Apostólica,
    fora da qual cremos que ninguém se salva
    “. (Denzinger, 423)


    IV Concílio Infalível de Latrão (1215), cânon
    I:
    “…Há apenas uma Igreja universal dos fiéis, fora da qual
    absolutamente ninguém é salvo…”. Canon III: “Nós excomungamos e
    anatematizamos toda heresia erguida contra a santa, ortodoxa e Católica fé sobre
    a qual nós, acima, explanamos…”. (Denzinger, 430).


    Papa Bonifácio VIII: “Por imposição da fé, estamos obrigados a crer e
    manter que há uma só e Santa Igreja Católica e a mesma apostólica e nós
    firmemente cremos e simplemente a confessamos e fora dela não há salvação nem
    perdão dos pecados. (…) Submeter-se ao Romano Pontífice, o declaramos, o
    decidimos, definimos e pronunciamos como de toda necessidade de salvação para
    toda criatura humana”.
    (Denzinger, 468-469)


    “Há um caminho real’, que é a Igreja católica, e uma só senda da
    verdade. Toda heresia, pelo contrário, tendo deixado uma vez o caminho real,
    desviando-se para a direita ou para a esquerda, e abandonada a si mesma por
    algum tempo, cada vez mais se afunda em erros. Eia, pois, servos de Deus e
    filhos da Igreja santa de Deus, que conheceis a regra segura da fé, não deixeis
    que vozes estranhas vos apartem dela nem que vos confundam as pretensões das
    erroneamente chamadas ciências
    ” (Santo Epifânio).


    A Igreja é toda santa (Ef 5, 27).
    “A esposa de Cristo não pode ser adulterada, ela é incorrupta e pura, não
    conhece mais que uma só casa, guarda com casto pudor a santidade do único
    tálamo.” (S. Cipriano, Sobre a Unidade da Igreja, cap.
    4).


    “Eu não creria no Evangelho, se a isto não me
    levasse a autoridade da Igreja católica”
    (Santo
    Agostinho).  


    “Temos o Espírito Santo na medida em que amamos a
    Igreja”.
    (Santo Agostinho).


    “Em tudo me sujeito ao que professa a Santa Igreja Católica Romana,
    em cuja fé vivo, afirmo viver e prometo viver e morrer
    ” (Santa Teresa
    D’Ávila).


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    postos ao redor de um precipício onde pode brincar uma porção de crianças
    ”
    (Chesterton).


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    Papa Gregório XVI (1831-1846), Mirari Vos: "Outra causa que tem acarretado muitos dos males que afligem a Igreja é o indiferentismo, ou seja, aquela perversa teoria espalhada por toda a parte, graças aos enganos dos ímpios e que ensina poder-se conseguir a vida eterna em qualquer religião, contanto que se amolde à norma do reto e honesto. Podeis com facilidade, patentear à vossa grei esse erro tão execrável, dizendo o Apóstolo que há um só Deus, uma só fé e um só batismo (Ef. 4,5): entendam, portanto os que pensam poder-se ir de todas as partes ao Porto da Salvação que, segundo a sentença do Salvador, eles estão contra Cristo, já que não estão com Cristo (Luc. 11,23) e os que não colhem com Cristo dispersam miseravelmente, pelo que perecerão infalivelmente os que não tiverem a fé católica e não a guardarem íntegra e sem mancha (Simb. Sancti Athanasii). (...) Desta fonte lodosa do indiferentismo promana aquela sentença absurda e errônea, digo melhor disparate, que afirma e que defende a liberdade de consciência. Esse erro corrupto que abre alas, escudado na imoderada liberdade de opiniões que, para confusão das coisas sagradas e civis, se estende por toda parte, chegando a imprudência de alguém asseverar que dela resulta grande proveito para a causa da religião. Que morte pior há para a alma do que a liberdade do erro?, dizia Santo Agostinho (Ep. 166)"

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  • A obrigação de defender a Fé

    A obrigação de defender a Fé (Papa Leão XIII, Encíclica Sapientiae Christianae, de 10 de janeiro de 1890). “Neste enorme e geral delírio de opiniões que vai grassando, o cuidado de proteger a verdade e de extirpar o erro dos entendimentos é a missão da Igreja, e missão de todo o tempo e de todo o empenho, posto que à sua tutela foram confiadas a honra de Deus e a salvação dos homens. Mas quando a necessidade é tanta, já não são somente os prelados que hão de velar pela integridade da Fé, senão ‘que cada um tem a obrigação de propalar a todos a sua Fé, já para instruir e animar os outros fiéis, já para reprimir a audácia dos que não o são’ (São Tomás, S. Teol., II-II, q. 10, a. 2, q. ad 2). Recuar diante do inimigo, ou calar-se quando de toda parte se ergue tanto alarido contra a verdade, é próprio de homem covarde ou de quem vacila no fundamento de sua crença. Qualquer destas coisas é vergonhosa em si; é injuriosa a Deus; é incompatível com a salvação tanto dos indivíduos, como da sociedade, e só é vantajosa aos inimigos da Fé, porque nada estimula tanto a audácia dos maus, como a pusilanimidade dos bons”.

  • Textos pontifícios: Ensinamentos dos Papas sobre o socialismo

    PIO IX:

    “E, apoiando-se nos funestíssimos erros do comunismo e do socialismo, asseguram que a “sociedade doméstica tem sua razão de ser somente no direito civil” (Quanta Cura, 5).

    LEÃO XIII:

    “… a Igreja do Deus vivo, que é ‘a coluna e o sustentáculo da verdade’ (1 Tim. 3,15), ensina as doutrinas e princípios cuja verdade consiste em assegurar inteiramente a salvação e tranqüilidade da sociedade e desarraigar completamente o germe funesto do socialismo” (Quod Apostolici Muneris, pág. 7)

    “Não ajudar o socialismo – 34. Tomai ademais sumo cuidado para que os filhos da Igreja Católica não dêem seu nome nem façam favor nenhum a essa detestável seita” (Quod Apostolici Muneris, no. 34).

    “Porque enquanto os socialistas, apresentando o direito de propriedade como invenção humana contrária a igualdade natural entre os homens; enquanto, proclamando a comunidade de bens, declaram que não pode tratar-se com paciência a pobreza e que impunemente se pode violar a propriedade e os direitos dos ricos, a Igreja reconhece muito mais sabia e utilmente que a desigualdade existe entre os homens, naturalmente dissemelhantes pelas forças do corpo e do espírito, e que essa desigualdade existe até na posse dos bens. 29. Ordena, ademais, que o direito de propriedade e de domínio, procedente da própria natureza, se mantenha intacto e inviolado nas mãos de quem o possui, porque sabe que o roubo e a rapina foram condenados pela lei natural de Deus” (Quod Apostolici Muneris, – Encíclica contra as seitas socialistas, no. 28/29).

    “Entretanto, embora os socialistas, abusando do próprio Evangelho para enganar mais facilmente os incautos, costumem torcer seu ditame, contudo, há tão grande diferença entre seus perversos dogmas e a puríssima doutrina de Cristo, que não poderia ser maior” (Quod Apostolici Muneris, 14).

    “25. Daquela heresia (protestantismo) nasceu no século passado o filosofismo, o chamado direito novo, a soberania popular, e recentemente uma licença, incipiente e ignara, que muitos qualificam apenas de liberdade; tudo isso trouxe essas pragas que não longe exercem seus estragos, que se chamam comunismo, socialismo e nihilismo, tremendos monstros da sociedade civil” (Diuturnum, Encíclica sobre a origem do poder- n° 25).

    “A sociedade humana, tal qual Deus a estabeleceu, é formada de elementos desiguais, como desiguais são os membros do corpo humano; torná-los todos iguais é impossível: resultaria disso a própria destruição da sociedade humana.”

    “A igualdade dos diversos membros sociais consiste somente no fato de todos os homens terem a sua origem em Deus Criador; foram resgatados por Jesus Cristo e devem, segundo a regra exata dos seus méritos, serem julgados por Deus e por Ele recompensados ou punidos.”

    “Disso resulta que, segundo a ordem estabelecida por Deus, deve haver na sociedade príncipes e vassalos, patrões e proletários, ricos e pobres, sábios e ignorantes, nobres e plebeus, os quais todos, unidos por um laço comum de amor, se ajudam mutuamente para alcançarem o seu fim último no Céu e o seu bem-estar moral e material na terra.” (extraída da Encíclica Quod Apostolici Muneris)

    S. PIO X:

    “Se [Cristo] chamou junto de si, para os consolar, os aflitos e os sofredores, não foi para lhes pregar o anseio de uma igualdade quimérica” (Notre Charge Apostolique n. 38).

    BENTO XV:

    “Não é nossa intenção aqui repetir os argumentos que demonstram claramente os erros do socialismo e de doutrinas semelhantes. Nosso predecessor, Leão XIII, muito sabiamente já o fez em encíclicas verdadeiramente memoráveis; e Vós, Veneráveis Irmãos, tomareis o maior cuidado para que esses graves preceitos não sejam jamais esquecidos, mas sempre que as circunstâncias o exigirem, eles deverão ser expostos com clareza e inculcados nas associações católicas e congressos, em sermões e na imprensa católica”(Encíclica Ad Beatissimi Apostolorum n. 13).

    PIO XI:

    Não é verdade que na sociedade civil todos temos direitos iguais, e que não exista hierarquia legítima (Divini Redemptoris n° 33).

    “Sem razão afirmam alguns que o domínio e o seu uso são uma e a mesma coisa; e muito mais ainda é alheio à verdade dizer que se extingue ou se perde o direito de propriedade com o não uso ou abuso dele” (Encíclica Quadragesimo Anno)

    “E se o socialismo estiver tão moderado no tocante à luta de classes e à propriedade particular, que já não mereça nisto a mínima censura? Terá renunciado por isso à sua natureza essencialmente anticristã?

    Eis uma dúvida, que a muitos traz suspensos. Muitíssimos católicos, convencidos de que os princípios cristãos não podem jamais abandonar-se nem obliterar-se, volvem os olhos para esta Santa Sé e suplicam instantemente que definamos se este socialismo repudiou de tal maneira as suas falsas doutrinas, que já se possa abraçar e quase batizar, sem prejuízo de nenhum princípio cristão.

    Para lhes respondermos, como pede a Nossa paterna solicitude, declaramos: O socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como “ação”, se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica, pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã” (Quadragesimo Anno, págs. 43-44 )

    “Socialismo religioso, socialismo cristão, são termos contraditórios: ninguém pode ao mesmo tempo ser bom católico e socialista verdadeiro” (Quadragesimo Anno, pág. 44)

    “Mas não se vá julgar que os partidos socialistas, não filiados ainda ao comunismo, professem já todos teórica e praticamente esta moderação. Em geral, não renegam a luta de classes nem a abolição da propriedade, apenas as mitigam.

    Ora, se os falsos princípios assim se mitigam e obliteram, pergunta-se, ou melhor, perguntam alguns sem razão, se não será bem que também os princípios católicos se mitiguem e moderem, para sair ao encontro do socialismo e congraçar-se com ele a meio caminho.

    Não falta quem se deixe levar da esperança de atrair por este modo os socialistas. Esperança vã! Quem quer ser apóstolo entre os socialistas é preciso que professe franca e lealmente toda a verdade cristã, e que de nenhum modo feche os olhos ao erro”(Quadragesimo Anno, págs. 42-43 ).

    PIO XII:

    “Pois bem, os irmãos não nascem nem permanecem todos iguais: uns são fortes, outros débeis; uns inteligentes, outros incapazes; talvez algum seja anormal, e também pode acontecer que se torne indigno. É pois inevitável uma certa desigualdade material, intelectual, moral, numa mesma família (…) Pretender a igualdade absoluta de todos seria o mesmo que pretender idênticas funções a membros diversos do mesmo organismo” (Discurso de 4/4/1953 a católicos de paróquias de S. Marciano).

  • Santa Missa Tridentina

    "Além disso, em virtude de Nossa Autoridade Apostólica, pelo teor da presente Bula, concedemos e damos o indulto seguinte: que, doravante, para cantar ou rezar a Missa em qualquer Igreja, se possa, sem restrição seguir este Missal com permissão e poder de usá-lo livre e licitamente, sem nenhum escrúpulo de consciência e sem que se possa encorrer em nenhuma pena, sentença e censura, e isto para sempre. Da mesma forma decretamos e declaramos que os Prelados, Administradores, Cónegos, Capelães e todos os outros Padres seculares, designados com qualquer denominação, ou Regulares, de qualquer Ordem, não sejam obrigados a celebrar a Missa de outro modo que o por Nós ordenado; nem sejam coagidos e forçados, por quem quer que seja, a modificar o presente Missal, e a presente Bula não poderá jamais, em tempo algum, ser revogada nem modificada, mas permanecerá sempre firme e válida, em toda a sua força." Da Bula "Quo Primum Tempore", de São Pio V.

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